05/11/2009

A carta 5


Nos dias seguintes, Nando vai para a fábrica concluir o seu treinamento para começar a trabalhar e no domingo ele vai bem cedo ao ponto de ônibus a fim de ir para a casa de Clara, como eles tinham combinado, Clara vem em um ônibus na direção contrária a que ele vai pegar e quando ela desce do ônibus e vai ao encontro de Nando do outro lado da rua. E como eles já tinham tudo certo, eles esperam o ônibus que vai levá-los até os pais de Clara, e entre um beijo e outro eles esperam até que chega o ônibus. Enquanto a viagem segue, eles se beijam uma, duas, varias vezes até que chega o ponto onde eles vão descer, os dois descem do ônibus e logo que chegam à casa de Clara, e seu Orlando, o pai da moça os espera em pé no portão com cara de bravo, e Nando chega meio com medo, mas chega para cumprimentar seu Orlando. O pai da moça recebe Nando com uma cara de quem vai dar um sermão, e vai logo dizendo: se for pra brincar com minha filha eu já vou logo lhe informando senhor Luiz Fernando que eu saio correndo com você daqui e te pego nem que seja no inferno porque eu não criei filha minha pra marmanjo nenhum se aproveitar e sair de fininho não. Clara dá uma bronca no pai dizendo que não é nenhuma criança e que se Nando aceitou o desafio de conhecer a família, significa que não vai ser nenhuma brincadeira. Seu Orlando meio desconfiado diz que se for pra ser tudo feito com respeito tudo bem da sua parte. Nando diz a seu orlando que quer ser feliz ao lado de Clara e conta sua história para o futuro sogro, e seu Orlando dá o consentimento para que os dois sejam namorados. Clara diz ao seu pai que não precisa nenhum sermão, pois ela já é bem grandinha e sabe se cuidar e que já conhece Nando o suficiente para saber que ele não é nenhum moleque.

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