21/09/2009

A carta 3


Depois da conversa com Marcos, Nando vai descansar, pois tem que sair bem cedo no outro dia para fazer o treinamento lá na fábrica. Enquanto isso na delegacia, Marcelo e polaco estão presos pelo assalto na farmácia, já são nove horas da noite quando Marcos chega para visitar seu irmão, como o delegado não está mais no distrito e só estão os policiais de plantão, Marcos não consegue ver o irmão pois o carcereiro nega todas as investidas de Marcos que desiste e vai pra casa. Na manhã seguinte Marcos vai à empresa onde trabalha e consegue fazer com que um amigo fique em seu lugar para que ele consiga resolver o problema do irmão, ao chegar à delegacia, Marcos encontra o delegado com quem vai conversar, um tempo depois o delegado pede para um policial trazer Marcelo em sua sala e logo o policial chega com Marcelo algemado, Marcos ao ver o irmão nessa situação dá uma dura dizendo: o que você pensa da vida seu vagabundo? Tu não tens vergonha nessa cara feia não seu moleque? Eu to me ralando todo pra conseguir pagar minhas contas e você fica aí comendo e dormindo com a grana que eu me ferro pra ganhar e nem assim você toma jeito não seu desgraçado. Eu pago para você todo mês as tuas contas e nem para procurar um emprego você não presta. Desabafa Marcos. E continua, enquanto o seu amigo que acaba de chegar lá do interior do Paraná já arrumou um emprego com dois dias na cidade, você fica aí roubando e fazendo coisas que só me envergonham. Aquele teu amigo que você foi encher a cabeça dele lá no Paraná, ele já está fazendo treinamento lá na fábrica de parafusos enquanto você está aqui me fazendo perder tempo e passando vergonha com essa palhaçada que você acaba de fazer. Hoje mesmo eu vou passar lá na pensão e pegar aqueles trapos que você chama de roupa e vou levar lá pra minha casa onde você vai morar até que eu ache um jeito de te mandar de volta pra casa do pai lá no interior do Paraná. E pode esquecer de voltar lá na pensão por que eu vou deixar bem claro lá pra dona Janete que ela pode alugar pra outro aquele pulgueiro que você chama de quarto. Esbraveja Marcos.
Marcos continua a falar com Marcelo como se estivesse a ponto de espancá-lo: saiba que eu estou fazendo isso não é por você não, é para você não contaminar aquele seu amigo com o seu mau caratismo. Agora você vai morar lá no quartinho onde eu guardo minhas ferramentas e vai trabalhar pra pagar pensão pra mim. Eu até tinha arrumado um emprego decente pra você lá onde eu trabalho mas você, seu inútil, foi brigar lá e perdeu a chance de ter uma carreira brilhante lá como eu tenho hoje. Agora eu vou voltar lá pra fábrica pois eu tenho um emprego a zelar, já você quando sair da cadeia nem pense em voltar pra pensão pois lá eu não pago mais nada pra você. E fique sabendo que eu não vou mover nem uma palha pra tirar ladrão da cadeia, se você tivesse sido preso por engano eu não me importava de fazer alguma coisa pra livrar a sua cara, mas como você foi preso por ser um vagabundo sem vergonha eu não vou te tirar daí. Quando você sair daí vá direto lá pra casa que vamos conversar e acertar como você vai pagar pra morar lá em casa, agora vai, volta lá pra gaiola que é o seu lugar, até que você crie vergonha na cara e faça as coisas como um homem. Desabafa Marcos e sai da sala do delegado.

1 comentários:

Jean Leal disse... at 24 de setembro de 2009 19:23

Huum...
Tem ele completo, direto msm?
abraços!