05/11/09


Depois do sermão de seu orlando, Nando e Clara ficam livres pra namorar e fazer o que a consciência dos dois mandar. Depois de um dia juntos na casa de seu orlando, eles já se conhecem melhor e o pai da moça já tem certeza que pode confiar em Nando. O dia passa rápido e Nando quase perde a hora de voltar para a pensão, com tudo acertado entre Nando e Clara, ele se despede da família da moça e volta pra pensão, pois ele tem que se preocupar em seu emprego. Lá na fábrica já ta tudo certo para começar a trabalhar, mas o dia de domingo ainda está longe de acabar, na pensão uma surpresa o aguarda, na noite anterior, na delegacia onde Marcelo estava preso, o carcereiro foi levar comida aos presos e quando chegou à cela, foi rendido pelos marginais que estavam lá presos. Um dos presos segurou o carcereiro e os outros tomaram as chaves das grades e prenderam o carcereiro em uma das celas, deixando as outras livres, entre os bandidos lá presos estavam: Marcelo, polaco, André e outro que estava preso por matar uma mulher com dois tiros para roubar a sua bolsa, a mulher acabara de sair do banco com uma bolsa cheia de envelopes com dinheiro dentro e o bandido seguiu ela até uma rua menos movimentada no centro de Joinville e a matou, fugindo logo em seguida, com a ajuda de uma testemunha que viu e chamou a policia ele foi preso e estava lá na cadeia esperando para ser transferido para o presídio de Joinville até que ficou totalmente livre para sair da cadeia com a rendição do carcereiro, Marcelo que esperava para ser transferido também e aproveitando-se da oportunidade ele não pensou duas vezes e fugiu, mal sabia ele que não ficaria por muito tempo preso, pois seria solto logo que a policia conseguisse prender o outro ladrão que roubou a farmácia e levou Marcelo como laranja só pra levar a culpa do roubo. Pois é. Marcelo fugiu da cadeia e complicou a sua situação, depois da fuga ele vai direto para a pensão, Marcelo passa a noite toda rondando a pensão e quando Nando sai, Marcelo entra na pensão e vai direto ao quarto de Nando, quebrou a porta, rasgou as roupas de Nando, como dona Janete não estava na pensão, pois tinha acabado de sair pra assistir a missa na igreja do bairro, Marcelo se aproveitou da situação e fez um estrago no quarto de Nando. Quebrou tudo e ainda levou o radinho que era de dona Janete. Fez tudo isso como vingança por achar que Nando havia lhe entregado para a polícia, como não achou dinheiro, levou o que tinha valor de dentro do quarto e foi para a casa do seu irmão Marcos.

Nos dias seguintes, Nando vai para a fábrica concluir o seu treinamento para começar a trabalhar e no domingo ele vai bem cedo ao ponto de ônibus a fim de ir para a casa de Clara, como eles tinham combinado, Clara vem em um ônibus na direção contrária a que ele vai pegar e quando ela desce do ônibus e vai ao encontro de Nando do outro lado da rua. E como eles já tinham tudo certo, eles esperam o ônibus que vai levá-los até os pais de Clara, e entre um beijo e outro eles esperam até que chega o ônibus. Enquanto a viagem segue, eles se beijam uma, duas, varias vezes até que chega o ponto onde eles vão descer, os dois descem do ônibus e logo que chegam à casa de Clara, e seu Orlando, o pai da moça os espera em pé no portão com cara de bravo, e Nando chega meio com medo, mas chega para cumprimentar seu Orlando. O pai da moça recebe Nando com uma cara de quem vai dar um sermão, e vai logo dizendo: se for pra brincar com minha filha eu já vou logo lhe informando senhor Luiz Fernando que eu saio correndo com você daqui e te pego nem que seja no inferno porque eu não criei filha minha pra marmanjo nenhum se aproveitar e sair de fininho não. Clara dá uma bronca no pai dizendo que não é nenhuma criança e que se Nando aceitou o desafio de conhecer a família, significa que não vai ser nenhuma brincadeira. Seu Orlando meio desconfiado diz que se for pra ser tudo feito com respeito tudo bem da sua parte. Nando diz a seu orlando que quer ser feliz ao lado de Clara e conta sua história para o futuro sogro, e seu Orlando dá o consentimento para que os dois sejam namorados. Clara diz ao seu pai que não precisa nenhum sermão, pois ela já é bem grandinha e sabe se cuidar e que já conhece Nando o suficiente para saber que ele não é nenhum moleque.

18/10/09


O delegado manda levar Marcelo de volta pra cela e chama Marcos dizendo a ele pra dar um jeito de ajudar Marcelo pois ele vai soltá-lo em breve. E Marcos vai pra pensão acertar com dona Janete e levar as coisas de Marcelo para a sua casa, enquanto isso Nando, já na fábrica fazendo o treinamento para dar inicio ao seu sonho de ser alguém na cidade grande, ele só pensa em aprender fazer tudo direito e se dar bem na fábrica, o tempo passa e chega a hora do intervalo para o almoço, como Nando chegou muito cedo na fábrica ele não encontrou Clara no ônibus, ele vai para a lanchonete e encontra Clara trabalhando, com um bonezinho colorido na cabeça uma camiseta e uma calça jeans. Ele se lembra da primeira vez que ele entrou na lanchonete e viu Clara com aquele uniforme e riu dela. Hoje ele é mais discreto e senta se à mesa e chama Clara para servi-lo, Nando pede um refrigerante e como ela está meio ocupada ela diz que depois que ele sair da fábrica eles conversam, Nando estranha a atitude de Clara mas entende que ela está trabalhando e dá um beijo na mão de Clara. Ela diz que vai esperar por ele na hora que ele sair da fábrica, meio aborrecido com a atitude séria de Clara ele volta para a fábrica onde tem que recomeçar o treinamento que foi interrompido pelo horário de almoço. Ao retornar para o treinamento Nando se concentra ao máximo e tenta fazer tudo certo para que consiga aprender o trabalho e se afirmar na empresa. Ao fim do dia Nando sai da fábrica e vai correndo em direção à lanchonete para ver Clara. Ela está sentada junto a uma mesa na entrada da lanchonete esperando Nando, quando ela vê Nando chegar, dá um suspiro longo e quando eles se encontram, rola um beijo ardente entre eles e mal sabem os dois pombinhos que isso é um amor que está nascendo entre eles e será até o fim da vida dos dois. Nando e Clara saem da lanchonete e Clara começa a falar com Nando:
- Eu vou ser sincera com você, eu nunca senti nada igual por ninguém antes. Depois de conhecer você
minha vida mudou um pouco, eu penso em você o tempo todo e confesso que não sei se isso é bom.
Sabe, eu queria que fosse diferente, mas não é. Diz Clara.
- Eu posso dizer a mesma coisa, apesar de já ter outra namorada antes de conhecer você, eu posso dizer
com certeza que eu nunca senti nada igual por ela. O que eu sinto por você é muito mais forte e mais
verdadeiro. Com você é diferente, eu sinto que estou a cada dia mais ligado em você. Diz Nando. - Espera um pouco. Diz ela. Se você diz que gosta mesmo de mim tanto assim, vamos começar pelo jeito
mais certo, vamos falar com meus pais e fazer tudo como deve ser, uma coisa séria com o
consentimento dos meus pais. Completa Clara.
- Bem, se é assim que você prefere, pode ficar tranqüila, é só marcar um dia que eu vou lá e converso
com eles, acertamos tudo e fazemos tudo direito. Desde que o seu pai não saia correndo atrás de mim
com um facão na mão. Brinca Nando.
- Bem, então domingo você vai lá em casa e conversa com os meus pais. E depois disso a gente pode
namorar tranqüilo sem correr nenhum risco de ter alguma surpresa. Diz Clara.

21/09/09


Depois da conversa com Marcos, Nando vai descansar, pois tem que sair bem cedo no outro dia para fazer o treinamento lá na fábrica. Enquanto isso na delegacia, Marcelo e polaco estão presos pelo assalto na farmácia, já são nove horas da noite quando Marcos chega para visitar seu irmão, como o delegado não está mais no distrito e só estão os policiais de plantão, Marcos não consegue ver o irmão pois o carcereiro nega todas as investidas de Marcos que desiste e vai pra casa. Na manhã seguinte Marcos vai à empresa onde trabalha e consegue fazer com que um amigo fique em seu lugar para que ele consiga resolver o problema do irmão, ao chegar à delegacia, Marcos encontra o delegado com quem vai conversar, um tempo depois o delegado pede para um policial trazer Marcelo em sua sala e logo o policial chega com Marcelo algemado, Marcos ao ver o irmão nessa situação dá uma dura dizendo: o que você pensa da vida seu vagabundo? Tu não tens vergonha nessa cara feia não seu moleque? Eu to me ralando todo pra conseguir pagar minhas contas e você fica aí comendo e dormindo com a grana que eu me ferro pra ganhar e nem assim você toma jeito não seu desgraçado. Eu pago para você todo mês as tuas contas e nem para procurar um emprego você não presta. Desabafa Marcos. E continua, enquanto o seu amigo que acaba de chegar lá do interior do Paraná já arrumou um emprego com dois dias na cidade, você fica aí roubando e fazendo coisas que só me envergonham. Aquele teu amigo que você foi encher a cabeça dele lá no Paraná, ele já está fazendo treinamento lá na fábrica de parafusos enquanto você está aqui me fazendo perder tempo e passando vergonha com essa palhaçada que você acaba de fazer. Hoje mesmo eu vou passar lá na pensão e pegar aqueles trapos que você chama de roupa e vou levar lá pra minha casa onde você vai morar até que eu ache um jeito de te mandar de volta pra casa do pai lá no interior do Paraná. E pode esquecer de voltar lá na pensão por que eu vou deixar bem claro lá pra dona Janete que ela pode alugar pra outro aquele pulgueiro que você chama de quarto. Esbraveja Marcos.
Marcos continua a falar com Marcelo como se estivesse a ponto de espancá-lo: saiba que eu estou fazendo isso não é por você não, é para você não contaminar aquele seu amigo com o seu mau caratismo. Agora você vai morar lá no quartinho onde eu guardo minhas ferramentas e vai trabalhar pra pagar pensão pra mim. Eu até tinha arrumado um emprego decente pra você lá onde eu trabalho mas você, seu inútil, foi brigar lá e perdeu a chance de ter uma carreira brilhante lá como eu tenho hoje. Agora eu vou voltar lá pra fábrica pois eu tenho um emprego a zelar, já você quando sair da cadeia nem pense em voltar pra pensão pois lá eu não pago mais nada pra você. E fique sabendo que eu não vou mover nem uma palha pra tirar ladrão da cadeia, se você tivesse sido preso por engano eu não me importava de fazer alguma coisa pra livrar a sua cara, mas como você foi preso por ser um vagabundo sem vergonha eu não vou te tirar daí. Quando você sair daí vá direto lá pra casa que vamos conversar e acertar como você vai pagar pra morar lá em casa, agora vai, volta lá pra gaiola que é o seu lugar, até que você crie vergonha na cara e faça as coisas como um homem. Desabafa Marcos e sai da sala do delegado.

10/09/09


Luiz Fernando lima. Depois de escrever a carta para seus pais ele coloca a carta no envelope e cola o envelope deixando-o em cima do radinho para não me esquecer de levar para colocar no correio no dia seguinte. Agora ele desce para a cozinha onde os outros moradores da pensão já estão jantando e logo chega um rapaz em um carro vermelho, bem vestido e chama dona Janete na sala para conversar. É Marcos, o irmão de Marcelo. Ela o recebe e o convida para jantar, mas ele com toda a elegância do mundo dispensa o jantar e fica com dona Janete conversando na sala enquanto Nando está na cozinha jantando junto com os outros. Logo que termina o jantar, Nando sai para ir para o seu quarto, mas dona Janete o chama para a sala onde está marcos o irmão de Marcelo. Eles se dirigem para a casa de dona Janete que fica separada da pensão onde eles podem conversar sem serem interrompidos e sem que ninguém fique escutando por trás da porta. E Marcos começa a conversa. - Eu estou aqui para saber direito o que aconteceu com o meu irmão hoje de manhã aqui na pensão. Diz
Marcos
- Eu não sei de nada diz Nando, e continua... Tudo o que eu sei é que eu estava na frente da pensão hoje de
Manhã esperando as horas passarem para ir à fábrica onde eu vou começar a trabalhar amanhã e eu vi o
Marcelo chegar correndo e entrar no quarto e depois fechar a porta, pouco depois chegou um carro de
Policia que ficou dando voltas aqui na rua até que eles viram o Marcelo e entraram na pensão e
Prenderam ele aqui dentro. Defende-se Nando.
- Mas por que ele foi preso. Pergunta Marcos.
- Ele foi preso junto com três vagabundos que assaltaram uma farmácia hoje de manhã. Diz dona Janete.
- Como é que me acontece uma coisa dessas. Pergunta Marcos.
- Não sei como foi acontecer, eu estava lavando alguns tapetes lá atrás e quando eu ouvi o barulho a
policia já estava aqui dentro e com esses dois aí presos, esse aqui ainda deu tempo de defender, ele mal
chegou aqui e já estava indo preso por uma coisa que eu tenho certeza que ele não fez. Defende dona
Janete.
- Bom, pra qual delegacia ele foi levado. Pergunta Marcos.
- Não sei, diz Nando, apenas me lembro que no carro da policia tinha uma inscrição que dizia: terceiro
distrito, eu não faço idéia de onde é isso. Diz Nando.
- Eu sei onde é esse distrito, responde Marcos. E você garoto se cuida pra não entrar no mesmo caminho
do meu irmão, eu já desconfiava dele e sabia que não iria demorar pra ele se meter em confusão, toma
cuidado para não entrar nessa também. Aconselha Marcos.
- Eu vou começar a trabalhar amanhã em uma fábrica, eu levei o Marcelo lá para fazer uma ficha mas ele
não quis saber de voltar lá para fazer os exames. Responde Nando. - Eu já sabia que ele não estava a fim de trabalhar. Diz Marcos
- Mas por que você ainda continua a pagar a pensão para ele. Pergunta dona Janete.
- Eu só queria dar corda para ele se enforcar, depois de tirar esse safado da cadeia eu vou mandar ele de
volta pra casa do pai lá no sitio. Responde Marcos. Depois sai da sala e vai embora.

03/09/09


Na pensão, Nando chega ao seu quarto, guarda o pacote com as coisas que comprou na lojinha perto da sorveteria e desce para procurar dona Janete com duas peças de roupa e pede para ela lavar pra ele, ela diz que sempre que tiver alguma coisa para ela lavar é só deixar na lavanderia dentro de uma sacola, e dona Janete diz para Nando que é para ele tomar um banho e descansar um pouco, pois depois do jantar ela quer saber o que aconteceu antes da hora do almoço que a policia esteve ali dentro da pensão para levar Marcelo. Nando sobe para o seu quarto, toma um banho e deita na cama para descansar um pouco e se lembra que comprou o envelope e o papel para escrever uma carta para os seus pais. E começa a escrever. Joinville 19 de abril de 1989


SAUDAÇÕES

É com muita saudade que escrevo esta carta para contar como estou e o que eu tenho passado nesses últimos dias, espero que todos estejam tudo bem assim que receberem essas poucas linhas. Hoje é um dia muito feliz para mim, podem ter certeza disso, eu fui ontem a uma fábrica de parafusos e adivinha, eu consegui um emprego lá, e hoje eu fui lá pra fazer uns exames de saúde e já conheci toda a fabrica que faz parafusos e manda para todo o Brasil, inclusive para Manoel ribas. Lá eles fabricam todo tipo e todo tamanho de parafusos, e em breve eu estarei trabalhando lá. A fabrica é muito grande e vai aumentar de tamanho, até o fim do ano eles vão dobrar de tamanho, um barracão enorme já está sendo construído e vai funcionar até o fim do ano e eu vou trabalhar lá. Eu vou trabalhar no setor de expedição, eu ainda não sei direito o que eu vou fazer lá, mas amanhã eu começo a fazer um treinamento de quatro dias onde eu espero aprender todo o serviço para começar bem minha nova vida aqui na cidade grande. Mãe, pai, eu conheci uma moça aqui que é irmã do Sandro, aquele do armazém, que levou os foguetes aquela vez lá em casa e que deu aquele acidente que quase estragou o nosso natal. Eu conheci também outro rapaz que morava aí e hoje ele tem uma vidraçaria aqui em Joinville, ele me disse que tem muita gente que veio de Manoel ribas e trabalha aqui em Joinville. Mãe, diz pra Adélia que ela tinha razão, o Marcelo não presta, vocês acreditam que ele estava batendo em um velhinho aqui na rua ontem a noite junto com uns moleques e hoje de manhã ele foi preso junto com uns amigos dele por roubar uma farmácia aqui perto da pensão. Dona Janete a dona da pensão aqui me disse para ficar bem longe dele e eu acho que vai ser a melhor coisa que eu tenho a fazer é ficar longe dele mesmo. Eu começo a trabalhar logo e assim que eu puder, vou comprar uma casa e vou trazer vocês pra morar comigo. Eu prometo. Mãe, eu conheci uma menina aqui, o nome dela é Clara, ela é linda, tem dezoito anos e trabalha em uma lanchonete aqui perto da fabrica onde eu vou trabalhar, eu conversei com ela no dia que eu cheguei aqui e hoje eu dei um beijo nela eu acho que vamos começar a namorar, eu só tenho que esperar até amanhã para ver se ela vai conversar comigo ou se ela vai me dar um fora. Foi ela que me disse que tinha esse emprego lá na fábrica e eu fui lá ver e vou começar a trabalhar logo. Eu estou muito feliz.
Mãe, pai, o lugar aqui é muito lindo, tudo muito grande e eu gostei muito daqui. Tem uma coisa que eu não contei, no dia que eu saí daí o ônibus foi assaltado e os bandidos levaram todas as minhas coisas, mas um tempo depois a policia pegou eles e eu recuperei tudo de novo. O dinheiro que eu trouxe eu já gastei a metade, Mas já deixei três meses de aluguel pago aqui na pensão e o resto eu vou usar para ir trabalhar e comprar alguma coisa até que eu receba o meu primeiro mês de salário. Não se preocupe comigo, eu estou bem e vou terminar esta carta por aqui pois preciso descansar para poder começar o treinamento lá na fábrica amanhã. Mãe dê um beijo nos pequenos, eu amo vocês, diz pra Ana Paula que eu escrevo pra ela e pra Adélia quando eu tiver mais um tempo.
Beijos do seu filho...

22/08/09


Nesse momento Alex entra na sala e chama Nando para mostrar onde vai começar o treinamento e o que ele tem que trazer para dar inicio ao período mais importante antes de começar a trabalhar na fábrica. Depois de mostrar o local para Nando, Alex dispensa o rapaz e deseja-lhe boa sorte. Depois de se despedir de Sandra na salinha ele sai da fábrica. Já na rua com a cabeça mais leve depois de ter a certeza que vai trabalhar na fábrica, Nando vai até a lanchonete onde encontra Clara preparando-se para ir embora, Nando não deixa de notar que Clara está com uma blusinha branca e uma saia bem curtinha, mostrando as curvas perigosas do seu corpinho de violão, Nando que é bem humorado brinca com ela dizendo: você está linda, quer se casar comigo, e ela responde direto com o mesmo senso de humor: hei, vai com calma aí, se você quiser tomar um sorvete eu aceito, mas se casar com você só depois do sorvete. Meio sem graça Nando aceita a sugestão de clara e lá vão os dois procurar um lugar pra tomar o sorvete, clara que conhece bem o lugar onde eles estão, diz que sabe onde tem um sorvete muito bom e Nando segue Clara até a sorveteria. No caminho para a sorveteria, Nando passa em frente a uma lojinha e resolve entrar para comprar alguma coisa, depois de andar por alguns instantes dentro da loja ele pega dois envelopes, um caderno, uma caneta e um tubo de cola. Clara fica sem entender, mas Nando explica que assim que chegar em casa ele vai escrever uma carta para sua família, para dar noticias e Clara fica satisfeita com a explicação do amigo. Nesse momento Nando parece perder a noção do tempo e fica por alguns instantes olhando fixamente em Clara e ela meio sem graça pergunta o que ele está olhando e ele desconversa. A caminho da sorveteria Nando diz a Clara que ela está a cada dia mais linda, e diz também que fica até envergonhado de andar ao seu lado, mas ela diz que ele não é de se jogar fora e fica tudo empatado. Na sorveteria eles escolhem o sabor do sorvete que vão tomar, Clara pede um de creme com flocos, Nando fica meio sem saber o que fazer e pede o mesmo sabor que Clara escolhera. Sentados à mesa no meio da conversa, Nando segura a mão da menina e pergunta se ela não percebeu nada, sem entender o que ele diz, Clara pergunta a ele: nada? Como assim? Ele fica meio sem graça e diz: em tudo, a gente, sabe, a, sei lá. Meio confuso ele tenta se explicar e enfim cria coragem e manda direto o que ele estava tentando dizer: olha, desde que eu te vi no ônibus pela primeira vez eu venho pensando em você o tempo todo, não tiro você da cabeça em momento algum. E não tinha outro jeito, eu tinha que te dizer isso, sabe, eu sei que você é muito linda e se quiser me dar um fora agora eu não vou ficar nem um pouco chateado, e se você me der uma chance eu prometo fazer qualquer coisa para não te decepcionar. Desabafa Nando. E Clara também abre o coração dizendo: Nando, eu sei que é muito cedo para dizer alguma coisa com certeza, mas eu também fiquei perturbada com a sua presença desde que eu te vi lá no ônibus, o que a gente pode fazer é dar um tempo e conversar, se conhecer melhor, e a melhor forma de fazer isso é sermos bons amigos. Diz clara meio sem convicção, e completa dizendo: nós somos muito jovens ainda e temos uma vida muito longa pela frente e fazer alguma coisa agora ainda é meio precipitado, eu não te conheço direito e você me conhece menos ainda. Mas ele é insistente e não vai desistir, meia hora depois de estar na sorveteria conversando e se conhecendo, Nando dá mais uma indireta, senta mais perto e sem mais rodeios ele dá mais uma investida e Clara cede a pressão, e o primeiro beijo entre eles não demora para acontecer, muito mais rápido do que ele estava prevendo, como eles estavam envolvidos um pelo outro foi um beijo de estremecer o coração dos pombinhos. E um pouco antes de Nando pagar a conta e saírem da sorveteria, um segundo beijo acontece, agora, um pouco mais demorado. Clara ainda meio zonza com o beijo, diz a ando que nunca tinha sido beijada daquela forma e foi muito bom. Nando diz que já teve outra namorada na cidade onde ele estava morando antes de se mudar pra Joinville. Clara diz a Nando que a umas quatro quadras dali onde eles estão existe um cinema e convida-o para que em um fim de semana elas possam assistir um filme juntos. Nando diz que assim que receber o primeiro salário ele vai convidar Clara pra assistir um filme ali. E como já é tarde eles resolvem voltar cada um para sua casa. Enquanto eles se encaminham ao ponto de ônibus ele conta tudo o que aconteceu dentro da fábrica e comenta com Clara todos os seus sonhos e o que ele pretende fazer depois que se firmar no emprego. Clara deseja a Nando que ele tenha uma boa sorte. Ela que nem faz idéia, mas, será parte fundamental no futuro de Nando.
Depois de entrar no ônibus eles ainda se beijam mais vezes até que vai se aproximando o ponto onde Nando deve desembarcar, ele diz que vai até o ponto onde ela vai desembarcar, mas ela diz que não precisa ele ir até lá, e ela dá um beijo nele e diz que depois de um tempo ele pode ir em sua casa pra conhecer sua família, e ele fica meio sem jeito, mas aceita a situação e desce do ônibus. Clara ainda vai andar pelo menos mais meia hora antes de desembarcar.

Vamos até lá.
- posso fazer uma pergunta. Diz Nando
- pode sim. Diz Valéria.
- expedição? O que eu vou fazer lá. Pergunta ele.
- calma! Diz ela, eu vou explicar tudo, na expedição você vai conferir os números de lote e data de
fabricação em cada caixa no momento em que elas estarão sendo encaminhadas para serem carregadas
nos caminhões durante o seu turno você vai anotar tudo nas planilhas de embarque e passar para os
encarregados do seu turno. Explica Valéria.
E ela ainda continua a explicar para Nando mais algumas coisas que ele vai ter que cumprir depois quando estiver trabalhando em definitivo. E ela continua a dizer: seu salário será de duzentos cruzeiros por mês por um período de experiência de noventa dias. Depois disso você terá um aumento considerável conforme o seu desempenho na função que vai desempenhar. Aqui, diz Valéria, mostrando a expedição, será o seu local de trabalho, ali na mesa estão as planilhas de que eu falei antes, só que agora você ainda não tem acesso a elas, mas é só por enquanto pois nos dias em que estiver em treinamento você terá uma explicação mais detalhada de como elas devem ser preenchidas e como você vai poder fazer sem ter medo de errar, explica ela. E começa a apresentar o pessoal: esse aqui é o seu Jorge, ele é o encarregado do setor no seu turno que será das 14:00hs as 22:00hs, ou seja, das duas da tarde as dez da noite com uma parada as seis e meia para o jantar. O seu treinamento vai ser o dia todo, das oito da manhã as seis da tarde, com um intervalo ao meio dia para o almoço, o seu treinamento começa amanhã e vai durar quatro dias, a partir daí você será um dos nossos.
Nando meio sem saber o que dizer de tudo o que está acontecendo, vai seguindo Valéria por todos os cantos da fábrica até chegarem o barracão central. Valéria pede a Nando para ter cuidado com as maquinas e não colocar as mãos em nenhuma delas sem conhecer os riscos que cada uma delas oferece. Máquinas que vão sendo explicadas uma a uma para que Nando conheça bem o lugar onde vai trabalhar, eles passam por todos os setores até chegar no fim do corredor central onde os parafusos são encaixotados e embalados para serem enviados para a expedição onde Nando vai trabalhar, depois de conhecer toda a fábrica e o setor onde vai trabalhar Nando acompanha Valéria até a salinha do departamento de pessoal para assinar os papéis e dar inicio ao treinamento, todos os documentos são conferidos, Valéria pede a Nando que espere um pouco e sai da sala. Dez minutos depois Sandra entra na sala com uma pasta cheia de papéis e ao ver Nando vai logo perguntando. - E aí? Como vai? Já ta tudo certo para sermos companheiros de trabalho. Pergunta ela.
- Tudo certo. Responde ele e completa. Já conheci a fabrica inteira, já fiz os exames e estou ansioso para
começar a trabalhar com vocês.
- Aqui é muito bom de trabalhar, mas vou te dar uma dica importante. Seu Sérgio, o presidente da empresa
é um homem muito sério e não gosta de brincadeiras durante o expediente. Muito cuidado com o que você
diz e faz aqui dentro da fábrica. E principalmente não diga a ninguém que você me conhece. Diz Sandra.
- Não entendi, diz Nando, porque não dizer que eu te conheço. Pergunta ele.
- Aqui não pode entrar parente de ninguém e não podemos ajudar ninguém de fora a entrar aqui, é uma
norma da empresa, responde Sandra.
- Mas você me ajudou a entrar aqui ou não. Pergunta ele.
- Ajudei sim, mas ninguém sabe disso. Fica um segredo só nosso. Tudo bem diz Sandra.
- Tudo bem, diz Nando.

Nando que foi ajudado por dona Janete, almoçou e foi para a fábrica onde tinha que se apresentar logo depois do meio dia, Nando entra no ônibus e vai em direção à fábrica, como ele ainda não está acostumado com o ônibus ele acaba passando do ponto e desce um ponto depois da fábrica e tem que voltar para chegar ao portão da fábrica. Chegando ao portão, Nando vai até a guarita e lá está o guarda Celso e Nando pergunta por Valéria, Celso, o guarda mostra o caminho para que Nando possa chegar no consultório onde Valéria já está esperando pelo rapaz. É ali que Nando vai começar a sua escalada por uma vida melhor na cidade grande. Ao entrar no consultório e encontrar Valéria ele sente um frio na barriga e logo tudo isso vai passar. cinco minutos depois de Nando chegar no consultório médico, chega o medico que vai examinar Nando e outros que também estão na mesma situação de Nando, e logo ele chama Nando em uma sala fechada e começa a examinar Nando, cabeça, braços, coração, pernas, pés e um monte de perguntas depois o médico pega uma ficha e assina depois coloca um carimbo e diz a Nando: você está pronto pra ser um dos nossos funcionários, parabéns. Ao sair do consultório Nando encontra Valéria que está esperando por ele no lado de fora do consultório, e agora Nando já pode conhecer o restante da fábrica, junto com Valéria ele vai escutando cada informação que ela vai passando, ela começa dizendo: - bem, você já conhece uma parte da empresa, agora eu vou te mostrar o local onde você vai trabalhar,
depois de passar quatro dias em treinamento a partir de amanhã. Durante o período em que estiver em
treinamento você estará sendo monitorado por uma pessoa que vai estar com você o tempo todo dando
todas as informações que você precisar, então se tiver alguma duvida é só perguntar, estamos aqui pra
ajudar. E a partir do dia em que você for começar a trabalhar em definitivo o seu setor é o de expedição.

Depois do jantar, Nando sai na varanda da pensão para tomar um ar fresco e olhar a rua, está uma noite agradável, o céu estrelado e uma brisa suave corta seu rosto, Nando está radiante de felicidade com o emprego quase garantido e com a sua amizade com Clara, ao perceber Nando com uma cara feliz, Marcelo se aproxima e começa a falar umas gírias estranhas. Aew brow o que foi que te deu lá na fábrica, véio tu sumiu e nem deu as cara no beco pra rangar meio dia, achei que tu tinha si picado pow, aeee? Deu uns pega naquela mina do busão ou ficou só babando e não deu conta do recado, ó se tu não quiser pegar ela é só passar pra cá que eu dou um jeito nela. Nando se irrita com Marcelo e diz: por que você na fala em português para que entenda o que você quer dizer, quanto à mina do busão, se você quer saber da clara, eu gostei dela sim e você não devia se preocupar com isso, você deveria se preocupar com as fichas que pegou lá na fabrica para preencher, eu já preenchi as minhas e vou voltar amanhã lá pra fazer uns exames, e vou começar a trabalhar logo depois que fizer a adaptação e o treinamento, agora me diz, você já preencheu as fichas que pegou lá? E Marcelo responde com um ar de malandro: trampo mano? To fora!!! Meu lance é outro, ta ligado. Meu mano paga o mocó pra mim e o rango, o que eu tenho que esquentar? Eu como e durmo de graça sem precisar fazer nada. E tu quer que eu vá trabalhar? Sai fora. Nando não entende nada daquelas gírias e mesmo assim não desiste de mudar as idéias do ‘amigo’. Mas Marcelo não aceita os conselhos de Nando e na gíria ele dá o recado pro amigo. Ô meu, sai fora, vai trampar você eu to de boa mano. Nando percebe que não vai adiantar nada conversar com Marcelo e entra na pensão para descansar, afinal de contas ele tem que sair de manhã no outro dia para se apresentar na fábrica para na perder a vaga de emprego, é assim que ele pretende subir na vida, trabalhando. Nando começa a perceber que o seu amigo não é confiável e que dona Janete estava falando a verdade a respeito do seu amigo Marcelo, ele realmente não é um cara que se deve confiar, pensando nisso ele resolve deixar seu dinheiro nas mãos de dona Janete para não correr o risco de ter uma surpresa a cada vez que ele sair da pensão. Com as malas colocadas em um canto do pequeno quarto ele deixa apenas as roupas e vai procurar dona Janete, ele separa uma pequena parte do pouco dinheiro que tem e entrega nas mãos de dona Janete, com a parte que ele deixou separado ele tem que pagar as passagens, comer e fazer todas as necessidades do dia seguinte quando for voltar à fábrica. Depois de preparar tudo para o dia seguinte, Nando vai enfim descansar para ter um dia bem tranqüilo e fazer todos os exames e conseguir realizar o que ele sonhou tanto. Dona Janete percebe que Nando é um bom rapaz e vai para a sua estante e tira de lá um radinho de pilha que está lá há muito tempo sem ser usado e entrega nas mãos de Nando para que ele possa ouvir musica ou outra coisa que ele quiser. ao chegar ao quarto ela diz: eu te trouxe aqui um radinho para você passar o tempo ouvindo alguma coisa, pode usar ele o quanto quiser até que você possa comprar um, eu sei que ficar num quartinho apertado como esse é muito ruim e pior ainda se não tiver nem uma musica para animar o ambiente. Nando pega o radinho e liga em uma radio e com uma musica bem suave ele adormece. Na manhã seguinte, já com um pouco de ansiedade para saber o que vai acontecer lá na fábrica, Nando toma seu café, troca de roupa e sai para dar uma volta na quadra para passar o tempo antes de dar a hora de ir para a fábrica fazer os exames. Ao sair do portão ele lembra-se de Claudiomar e volta no quarto e procura o cartão que Claudiomar lhe entregou com o endereço da sua vidraçaria, encontrado o cartão ele pede ajuda pra dona Janete como ele ainda não conhece nada ali. Dona Janete ajuda Nando com as ruas e explica como ele deve fazer para chegar à vidraçaria que não é longe de onde ele está. Como dona Janete indicou, ele vai procurando pelas ruas até chegar a frente à vidraçaria, mas ela ainda está fechada, pois ainda é muito cedo e Claudiomar ainda não chegou para trabalhar. Com isso Nando volta à pensão e como não tem nada a fazer no seu quarto ele fica na sacada em frente à pensão esperando as horas passarem e não demora muito ele vê Marcelo chegar correndo da rua e entrar na pensão desesperado como se estivesse correndo da policia, e Nando percebe que Marcelo entra no seu quarto e tranca a porta. Nando não contém a curiosidade e vai até o quarto de Marcelo para ver o que está acontecendo, mas, ninguém responde e Nando volta pra sacada e logo vê um carro de policia passando bem devagar em frente à pensão, o carro da policia vai até o fim da rua e volta. Como Nando não deve nada ele vai até a calçada e observa de longe a ação da policia, quando o carro da policia chega perto de Nando, os policiais descem e revistam Nando e como ele não tem nada, os policiais perguntam se ele viu um rapaz correndo na rua, a descrição é a de Marcelo, mas ele diz que não viu nada e os policiais vão embora. Nando volta para dentro da pensão e encontra Marcelo espiando pela janela e pergunta o que aconteceu e Marcelo responde lá do seu jeito: foi uns lance pá que eu e os mano da quebrada fizemo lá na farmácia, nóis tava sem grana então entramo lá e fizemo uma treta e levamo um troco de lá, agora os cana estão na minha cola. Mas eu não tenho nada a ver com o trambique, eu juro, eu fui de laranja na quebrada, meu mano não pode saber disso de jeito nenhum, se não ele corta meu barato, eu não trampo e ele paga a pensão, ele acha que eu to procurando trampo, mas eu nem to a fim não, eu saio na rua e fico por aí dando uns rolê pra enganar meu mano. Eu prometo que não entro em outra roubada dessas, Desabafa Marcelo. Nando ouve tudo sem dizer uma só palavra, depois que Marcelo desabafa, Nando diz: você não é o mesmo Marcelo que me convenceu a fazer uma viagem tão longa pra chegar aqui na cidade grande e ver essas coisas que eu quase nem to acreditando, você foi há alguns dias lá naquele buraco como você chama minha cidade, e me disse coisas maravilhosas que me convenceram a te seguir, mas agora eu vejo que era tudo conversa fiada, e tem mais, você pode mudar essa história, é só começar a falar direito que nem gente e procura um emprego como eu fiz logo que cheguei aqui. Se tudo der certo eu já começo trabalhar lá naquela fábrica que a gente foi ontem. E aquelas fichas que você recebeu lá na fabrica ontem, você preencheu, pergunta Nando. Não. Responde Marcelo. Deixei lá no ponto do ônibus e o polaco também. Conclui ele. Nando se oferece para pegar outra ficha lá na fabrica e Marcelo meio contra a sua vontade aceita a ajuda do amigo para que Nando não fique pegando no seu pé. Nesse meio tempo os policiais voltam a pé e como Nando e Marcelo estão na frente da pensão, um dos policiais avista Marcelo e os dois policiais acabam entrando na pensão, Marcelo corre para o seu quarto e os policiais cercam Marcelo, como ele entrou desesperado no quarto ele se esqueceu de fechar a porta com a chave, os policiais em perseguição entram no quarto e Marcelo se entrega. Como Nando estava com Marcelo na hora do flagrante, os policiais tentam levar Nando junto, mas dona Janete ao ouvir o barulho sai da lavanderia e não permite que os policiais levem Nando preso, os policiais levam Marcelo para a viatura que estava parada na esquina e levam Marcelo para a farmácia onde o dono da farmácia reconhece o ladrão. Marcelo fica sem argumentos e acaba entregando os seus comparsas no assalto, os caras são bem conhecidos no bairro. Polaco mora na pensão junto com Nando e Marcelo, André é um cara violento e fica o dia todo rondando casas, lojas e procurando um lugar para roubar tudo o que pode para trocar por bebidas e drogas. O outro é Pedro Paulo, conhecido na rua por pepê, ele é um cara alto, magrelo, filho de um alemão que mora a duas quadras da farmácia, pepê tem uma ficha longa na policia e é procurado por tráfico de drogas e contrabando de armas, pepê que já foi preso muitas vezes é o líder da quadrilha que assombra o bairro. André é um dos membros dessa quadrilha, polaco e Marcelo entraram de laranja nessa roubada, pepê abordou pipo, como Marcelo é conhecido na rua e o chamou para fazer o assalto e junto com ele veio o polaco que entrou no bando junto com Marcelo, a intenção do pepê era de colocar Marcelo e polaco como culpados do assalto e sair livre do assalto, mas Marcelo deu com a língua nos dentes e entregou os outros dois para a policia. E dessa vez pipo está encrencado de verdade, levado para a delegacia ele logo tem a companhia de polaco que chega algemado pelos policiais. Agora falta André e Pedro Paulo que estão foragidos, os policiais fazem uma espécie de campana em frente à casa de André, mas ele não aparece, deixando os policiais um dia inteiro em cima de uma árvore esperando André chegar em casa, mas ele não aparece e os policiais vão embora

Quase sem acreditar em tudo o que estava acontecendo, Nando vai até a lanchonete para contar as novidades à clara, mas ela já não está lá. Afinal de contas já é tarde e o expediente de clara já tinha acabado. Meio sem jeito ele sai da lanchonete e vai embora, depois de andar muito ele já estava cansado mesmo e precisava estar bem para encarar o outro dia. Chegando à pensão ele vai para o seu quartinho, cansado por ter andado todo o dia ele cai na cama e cochila por alguns instantes, como ele se demora em descer para o jantar, Dona Janete procura Nando no quarto, pois já ta tarde para o jantar, chegando ao quarto ela encontra o rapaz dormindo e decide acordá-lo, Nando leva um susto quando Dona Janete acorda-o, e em poucos instantes ele já está contando tudo o que aconteceu durante o seu dia, Dona Janete diz a ele, olha, faz apenas dois dias que eu te conheço e já posso garantir que você vai se dar muito bem aqui na cidade grande, você é u menino muito bom e o que eu puder fazer pra ajudar eu vou fazer, só tem um problema. Diz ela. E qual é esse problema, pergunta ele. O seu amigo Marcelo, ele não é um bom rapaz, faz mais de um ano que ele está aqui na pensão e até agora eu não ouvi ele falar em trabalho muito menos em procurar um trabalho. Você esta há dois dias na cidade e já está praticamente empregado e o seu amigo ‘pipo’, eu não o mando embora daqui da pensão porque o irmão dele me paga todas as despesas dele aqui, hoje eu posso dizer que você ainda vai me dar muitas alegrias, só fique bem longe do pipo, ele vai te atrapalhar muito se você continuar a andar com ele. Agora vamos descer para jantar que a comida está esfriando.

18/08/09


Valéria ri da situação e diz que não importa, tudo o que ele tem que fazer é se esforçar pra se dar bem no novo emprego. Você tem sorte moço, dois dias na cidade e já está prestes a começar a trabalhar em uma grande empresa, diz Valéria. Com uma pasta na mão, Valéria chama Nando e diz: venha vou te mostrar algo, com um papel na mão ela pede para Nando acompanhá-la pela fábrica, chegando à guarita ela apresenta Nando ao guardião e diz: esse é o guarda Celso, ele é quem cuida da portaria para impedir que pessoas não autorizadas entrem na fábrica, por essa portaria entram e saem todos os funcionários e os caminhões carregando os nosso produtos para levá-los para todo o Brasil, e continua explicando: nossa produção é muito grande e ainda vai aumentar mais dentro de alguns meses estaremos abrindo os novos barracões, esse ali é o seu Helio cuidando do nosso jardim, ele vem dois dias por semana para aparar a grama e cuidar das árvores e manter a boa aparência do nosso pátio, lá ao fundo dentro dos barracões novos tem alguns pedreiros trabalhando diariamente para completar a fase de expansão da empresa, vamos passar pelo refeitório, onde você fará as refeições enquanto estiver na empresa, aqui nossa empresa serve uma refeição por turno de trabalho, creio eu que a Sandra já te explicou sobre os turnos de trabalho e será aqui que você fará uma refeição por dia. E Valéria ainda continua a explicar ao rapaz o que ele deve saber sobre a fabrica:
Agora vem a parte mais importante da fábrica antes de encaminhar você para operar as maquinas. Esta é a área onde fornecemos treinamento aos nossos funcionários, aqui nós temos cartazes, filmes, folders e outros materiais que ajudam os novos funcionários a entender como funciona a empresa. E continuam o passeio pelo pátio da fabrica, dentro do barracão maior funcionam as máquinas, mas você não pode entrar lá antes de fazer o treinamento. E Valéria continua a falar: venha agora temos que voltar para terminar de fazer o seu registro,. Ao chegar ao escritório, Valéria entrega uma ficha ao rapaz e pede para ele voltar no outro dia ao meio dia para fazer alguns exames médicos, nada que tire pedaço brinca ela. E continua... Quando chegar à portaria o Celso vai te encaminhar para o escritório, não precisa ficar esperando, pode ir direto que eu vou estar te esperando lá no escritório de lá vamos ao ambulatório pra fazer os exames.